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​LANÇAMENTO DO LIVRO: ABRIL DE 2021

CONTOS DE

QUASE AMOR

UMA CARTA PARA VOCÊ

Escrever é uma arte, mas também é uma técnica.

Alguns possuem inclinação natural para compor textos. Todavia, isso não significa que os outros sejam incapazes de criar suas escrituras. Mesmo aqueles naturalmente íntimos e mais inclinados ao processo da escrita necessitam de entrar em contato e conhecer as técnicas e orientações que fazem da produção textual um campo especializado da linguagem.

Textos escritos não estão desvinculados da leitura. Ler é caminho inicial e indispensável para tornar a escrita um modo de comunicação. Engana-se quem, dispensando a leitura, pensa que irá avançar, amadurecer e renovar seu estoque de palavras, maneiras, estruturações e desenvolvimento criativo para a construção da poesia ou da prosa científica e literária.

A leitura e a escritura são como um corpo. Uma coisa complementa a outra. O esqueleto não se mantém em pé sem a musculatura que o reveste. De igual forma, toda a complexidade da musculatura não se sustenta sem a base óssea.

Considere a prática da leitura para lançar-se à prática da escrita.

Avalie a necessidade de ler. É na leitura que residem as vitaminas e os alimentos necessários para a formação de um corpo textual. Na leitura moram repertórios de palavras, inúmeros sentidos, ideias, amostras de possibilidades, o aquecimento prévio e também a coragem. A leitura não esquece de doar também o desejo, o impulso, a vontade de opinar, desabafar, distorcer, convencer, enganar, brincar, iludir, lutar.

Sei que alguns pensarão: eu leio mas não consigo escrever. Eis que afirmo: você está sofrendo de bloqueio e bloqueios estão para serem desfeitos, combatidos. Aqui entra a técnica. Com os instrumentos precisos basta aprender como executá-los. A ajuda profissional existe para isso e não é vergonha buscá-la. É, na verdade, um luxo, uma habilidade, um desafio.

Quando se escreve, um mundo se abre. Escrever é terapêutico. E, sobretudo, é um modo de exercer a cidadania.

Abraços!

MÁRCIO RABELO